Percepção pública do risco radiológico: a aritmética contra a intuição

21 de Maio de 2026 | Ciência, Conhecimento

A radiação ionizante goza, no imaginário público, de um estatuto particular entre os perigos modernos. É invisível, inodora, intangível, e arrasta consigo uma carga simbólica que poucos outros agentes físicos transportam: Hiroshima, Chernobyl, Fukushima. Esta combinação de invisibilidade, aliada a memória catastrófica, produz um efeito psicológico previsível: o risco percebido afasta-se sistematicamente do risco mensurável.

Não se trata de uma falha de literacia popular, nem de um défice que podemos corrigir com mais informação. É um caso quase paradigmático daquilo que Paul Slovic, na sua obra clássica sobre percepção do risco, identificou como dread risk: perigos que combinam três atributos (incontrolabilidade percebida, consequências catastróficas potenciais e desconhecimento técnico) e que activam, consequentemente, uma resposta cognitiva desproporcionada à sua frequência ou magnitude estatística. A radiação ionizante encaixa-se nas três categorias com tal exactidão que parece feita à medida.

Paul Slovic, autor do paradigma psicométrico do risco e do conceito de dread risk: neste caso, o conjunto de atributos que tornam a radiação ionizante percepcionada como mais perigosa do que a aritmética sustenta. (Imagem: Decision Research Center at Oregon Research Institute)

A consequência é que, em matéria radiológica, a aritmética e a intuição falam línguas diferentes. Vale a pena recordar a aritmética.

A escala do problema

A unidade SI da dose efectiva é o sievert, mas o sievert é uma unidade demasiado grande para a escala corrente da exposição humana: um ser humano recebe, em média, alguns milésimos de sievert por ano. Daí a omnipresença do milisievert (mSv) e do microsievert (µSv) na literatura técnica.

A figura abaixo organiza as exposições típicas numa escala logarítmica, a única forma de visualizar simultaneamente acontecimentos separados por sete ordens de grandeza.

Radiação ionizante · comparação de doses

Doses efectivas de radiação ionizante em contexto

Escala logarítmica: cada divisão representa um factor de 10. A disposição em pontos evita a falsa impressão de proporcionalidade linear numa grandeza que atravessa várias ordens de magnitude.

Categorias: Exposição natural Procedimento médico Exposição ocupacional Episódio acidental Limite / limiar
Dose efectiva (mSv) — escala logarítmica

Fontes: UNSCEAR 2024 Report Volume II, Annex B; ICRP; RadiologyInfo.org; Vilar Palop et al. (2016). Valores típicos para adulto; as doses efectivas reais variam com protocolo, equipamento, anatomia, idade e condições de exposição.

A leitura desta figura é, por si só, instrutiva. A radiação natural de fundo (cosmogénica, terrestre, do rádon inalado, dos radionuclídeos no próprio corpo) situa-se em torno dos 3 mSv anuais a nível mundial, segundo a mais recente reavaliação da UNSCEAR (Comité Científico das Nações Unidas para os Efeitos das Radiações Atómicas), publicada em 2026 e que actualiza o valor anterior de 2,4 mSv. Em algumas regiões habitadas, como Ramsar, no Irão, Kerala, na Índia, ou Yangjiang, na China, a dose natural pode atingir 6 a 10 mSv anuais sem que os estudos epidemiológicos disponíveis tenham demonstrado, de forma robusta e consensual, um aumento claro de efeitos adversos atribuíveis a essas exposições. Em Portugal, a contribuição terrestre externa é particularmente elevada para a média europeia (0,85 mSv/ano), em virtude da geologia granítica.

No outro extremo, uma TAC abdómino-pélvica entrega tipicamente entre 8 e 15 mSv numa única sessão: vários anos de fundo natural concentrados em segundos. Um voo transatlântico expõe um passageiro a cerca de 0,05 mSv. Os limites regulamentares da ICRP situam-se em 1 mSv anuais para o público (acima da exposição natural) e 20 mSv para trabalhadores expostos. E os efeitos determinísticos agudos, ou seja, aqueles que produzem síndrome de irradiação clinicamente identificável, só começam a manifestar-se a partir de aproximadamente 1000 mSv.

A primeira observação importante é, portanto, esta: a maior parte dos cenários radiológicos rotineiros está separada dos limiares de dano agudo por três a quatro ordens de grandeza.

O modelo linear-sem-limiar e o que ele realmente diz

A questão epidemiológica relevante não está, contudo, nos efeitos agudos, pois esses são bem caracterizados. Encontra-se, sim, no risco estocástico, ou seja, no aumento incremental de probabilidade de cancro associado a doses baixas. E é aqui que a história se complica.

O modelo operacional dominante em protecção radiológica, recomendado pela ICRP e usado pela generalidade das agências reguladoras, é o modelo linear-sem-limiar, ou LNT (do inglês Linear No-Threshold). Este postula que o excesso de risco de cancro é directamente proporcional à dose recebida, sem limiar inferior. Por outras palavras: qualquer dose, por mais ínfima, contribui aditivamente para o risco. A UNSCEAR, por seu lado, tem sido uma das referências centrais na avaliação científica dos níveis de exposição e dos efeitos observáveis.

A figura seguinte ilustra o LNT em comparação com hipóteses alternativas que foram propostas na literatura científica.

Radioprotecção · modelos conceptuais

Hipóteses dose-resposta a baixas doses

Acima de 100 mSv há evidência epidemiológica directa mais robusta; abaixo desse domínio, diferentes modelos — linear sem limiar, limiar, hormese ou resposta supralinear — podem permanecer compatíveis com os dados observacionais disponíveis.

Modelos: Linear sem limiar Modelo com limiar Hormese radiológica Resposta supralinear Convergência empírica

Nota: esquema conceptual; as ordenadas representam excesso de risco relativo em unidades arbitrárias e as curvas estão normalizadas a 100 mSv. A figura pretende comparar formas funcionais plausíveis, não estimar risco individual.

Convém ser preciso quanto àquilo que o LNT é, e quanto àquilo que não é. O LNT é uma extrapolação. Os dados epidemiológicos sólidos, baseados sobretudo na coorte dos sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki, com mais de setenta anos de seguimento, e em estudos de trabalhadores expostos, demonstram um excesso de risco de cancro estatisticamente detectável a partir de doses agudas da ordem dos 100 mSv. Abaixo desse domínio, a detecção epidemiológica torna-se progressivamente dominada pela baixa razão sinal/ruído, pela incidência espontânea de cancro e pelos factores de confusão. O LNT, ao traçar uma recta desde 100 mSv até zero, é uma extrapolação conservadora. Trata-se de uma escolha pragmática de protecção radiológica, não uma curva dose-resposta validada experimentalmente em baixas doses.

A distinção tem consequências profundas. Modelos alternativos compatíveis com os mesmos dados existem: o modelo com limiar (efeitos só acima de uma dose mínima), o modelo de hormese radiológica (efeito benéfico a doses muito baixas, hipótese minoritária mas cientificamente articulada), e o modelo supralinear (risco maior do que o LNT prevê em baixas doses). Acima de 100 mSv, a evidência empírica converge; abaixo, o que se afirma é, em larga medida, escolha metodológica.

A pergunta que importa fazer é então a seguinte: o que sucede quando uma extrapolação conservadora é tomada pela imprensa, pelos decisores políticos, ou pelo público, como descrição literal da realidade?

Sucede aquilo a que assistimos depois de Fukushima.

Fukushima: a aritmética da evacuação

O acidente nuclear de Fukushima Daiichi, em Março de 2011, é o caso de estudo mais nítido e doloroso do desfasamento entre risco real e risco percebido.

O relatório UNSCEAR 2020/2021, publicado em Março de 2021 e que recolhe toda a evidência revista por pares disponível até final de 2019, conclui inequivocamente que não foram documentados efeitos adversos para a saúde dos residentes de Fukushima; seja directamente atribuíveis à exposição radiológica do acidente, ou previsíveis de ser detectados no futuro. As doses individuais médias mantiveram-se até, na esmagadora maioria das áreas afectadas, abaixo dos valores típicos da radiação natural de fundo.

Em paralelo, contudo, o número oficial de mortes associadas à evacuação (não à radiação, mas à própria operação de retirada e ao deslocamento prolongado) ascendia, em Setembro de 2020, a 2313 entre evacuados da prefeitura de Fukushima. Cerca de 90% destas mortes ocorreram em pessoas com mais de 66 anos. As causas predominantes foram o stresse físico e psicológico do internamento em abrigos, a interrupção de cuidados médicos, o deslocamento forçado de doentes acamados e idosos institucionalizados, e os suicídios. Estudos retrospectivos sobre lares de idosos evacuados demonstraram que a mortalidade associada à primeira evacuação foi significativamente superior à de evacuações subsequentes, com uma razão de risco (hazard ratio) próxima de 2.

Uma análise comparativa publicada em 2015 (Murakami et al.) e confirmada por avaliações subsequentes estimou que a perda de esperança de vida associada à evacuação foi duas a três ordens de grandeza superior àquela que teria resultado de uma exposição radiológica de 20 mSv (o limite ocupacional anual) caso a evacuação não tivesse ocorrido. Esta é uma frase pesada, e merece releitura. A operação destinada a proteger as populações da radiação produziu, ela própria, uma carga de mortalidade prematura várias ordens de grandeza maior do que a radiação de que pretendia proteger.

A explicação não é misteriosa. Aplicou-se uma lógica de precaução absoluta de minimizar a dose radiológica a todo o custo, sem se ponderar o custo da própria minimização. Nos termos do esquema de Slovic, o dread risk radiológico pesou tanto na decisão que outros riscos, quantitativamente muito superiores mas com menor carga simbólica, foram ignorados.

Heurísticas, disponibilidade e ruína

A psicologia cognitiva oferece uma explicação articulada para este tipo de erro. A heurística da disponibilidade, descrita por Tversky e Kahneman desde os anos setenta, é a tendência para julgar a probabilidade de um evento pela facilidade com que exemplos desse evento nos vêm à memória. Acidentes radiológicos são raros e mediaticamente intensos; cada um produz cobertura jornalística desproporcionada à sua frequência estatística e ancora-se na memória colectiva durante décadas. A consequência é uma sobrestimação sistemática da sua probabilidade.

A heurística da disponibilidade, descrita por Amos Tversky (1937-1996) e Daniel Kahneman (1934-2024) desde os anos setenta, é a tendência para julgar a probabilidade de um evento pela facilidade com que exemplos desse evento nos vêm à memória. (imagens: DR, Edge; nrkbeta, CC BY-SA 2.0)

Existe, porém, uma assimetria que importa reconhecer, e Nassim Nicholas Taleb tem-na sublinhado de forma persistente. Em domínios onde os efeitos são localmente reversíveis e estatisticamente modestos, a aritmética média é o critério adequado para decidir. Em domínios onde os efeitos podem ser sistémicos, irreversíveis, ou de cauda, o cálculo do valor esperado é insuficiente. Isto aplica-se, por exemplo, a contaminação prolongada, perda de habitabilidade de territórios ou danos transgeracionais. O critério passa a ser a evicção de ruína. Dito de outro modo: há riscos que podemos comparar por médias estatísticas; há outros que devemos evitar porque, ainda que raros, podem destruir as condições do próprio jogo.

Nassim Nicholas Taleb, ensaísta cuja distinção entre riscos médios e riscos de cauda é operativa para avaliar exposições radiológicas rotineiras contra decisões de protecção em larga escala. (Imagem: DR, Nassim Nicholas Taleb)

A radiação ionizante, em doses muito elevadas e em geografias específicas, pode produzir efeitos do segundo tipo. Em doses típicas das exposições médicas, ocupacionais e mesmo da maior parte do território afectado em Fukushima, está claramente no primeiro. Tratar uma TAC como se pertencesse à mesma categoria de risco de Chernobyl, ou avaliar uma evacuação preventiva como se a alternativa fosse a síndrome aguda, é um erro de categorização, não uma cautela razoável.

A consequência política

O ponto de maior peso prático reside nas escolhas energéticas. A percepção pública do risco radiológico é hoje uma das variáveis mais influentes na composição das matrizes energéticas nacionais. Substituir capacidade nuclear por capacidade fóssil (como sucedeu na Alemanha após Fukushima, num caso de transferência de risco particularmente bem documentado), produz aumentos quantificáveis e imediatos na mortalidade por poluição atmosférica e nas emissões de gases com efeito de estufa. A literatura de saúde pública é razoavelmente convergente neste ponto: as mortes anuais atribuíveis à poluição atmosférica de origem fóssil contam-se em milhões à escala global; as atribuíveis a acidentes nucleares civis, em todas as décadas de operação, contam-se em milhares.

Isto não constitui um argumento por si só a favor da energia nuclear, que envolve outras dimensões, como custo, prazo, gestão de resíduos de longa vida e riscos de proliferação, todas elas legitimamente discutíveis. Constitui, sim, um argumento para que a discussão se faça com a aritmética correcta à mão. Substituir um risco de cauda gerido por um risco contínuo invisível raramente é um bom negócio epistémico, mesmo quando psicologicamente parece sê-lo.

A propósito de números e intuição

A radiação ionizante é um agente físico real, dotado de mecanismos de dano biológico bem caracterizados e que merece protecção rigorosa, regulamentação séria e informação pública adequada. Nada do que aqui se argumenta sugere o contrário. O que se argumenta é que rigor e proporção não são opostos: o rigor exige proporção. Quando a aritmética entra em conflito com a intuição em matéria radiológica, é a intuição que tipicamente está errada. E isto não é um defeito a corrigir nos outros, é uma propriedade do nosso aparelho cognitivo que vale a pena reconhecer em nós próprios.

A primeira regra de uma boa decisão sob incerteza é distinguir o que sabemos do que apenas sentimos saber. Os números, neste domínio, ajudam mais do que parecem.

Imagem original: Early Geiger counter, made by Hans Geiger, 1932. Contador Geiger fabricado por Hans Geiger em 1932; Science Museum London / Science and Society Picture Library CC BY-SA 2.0

Fontes primárias e relatórios institucionais

International Commission on Radiological Protection. The 2007 Recommendations of the International Commission on Radiological Protection. ICRP Publication 103. Annals of the ICRP 37, n.os 2–4 (2007): 1–332. https://doi.org/10.1016/j.icrp.2007.10.003.

United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation. Sources and Effects of Ionizing Radiation: UNSCEAR 2008 Report to the General Assembly, with Scientific Annexes. Volume I. Nova Iorque: United Nations, 2010. https://www.unscear.org/unscear/en/publications/2008_1.html.

United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation. Sources, Effects and Risks of Ionizing Radiation: UNSCEAR 2020/2021 Report to the General Assembly, with Scientific Annexes. Volume II, Scientific Annex B: Levels and Effects of Radiation Exposure due to the Accident at the Fukushima Daiichi Nuclear Power Station — Implications of Information Published since the UNSCEAR 2013 Report. Nova Iorque: United Nations, 2022. https://www.unscear.org/unscear/en/publications/2020_2021_2.html.

United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation. Sources, Effects and Risks of Ionizing Radiation: UNSCEAR 2024 Report to the General Assembly, with Scientific Annexes. Volume II, Scientific Annex B: Evaluation of Public Exposure to Ionizing Radiation. Nova Iorque: United Nations, 2026. https://www.unscear.org/unscear/en/publications/2024_2.html.

UN Information Service, Viena. «UN Scientific Report Confirms Natural Background Radiation Remains the Dominant Source of Public Exposure Worldwide». Comunicado de imprensa UNIS/OUS/453, 12 de Fevereiro de 2026. https://unis.unvienna.org/unis/en/pressrels/2026/unisous453.html.

Reconstruction Agency of Japan. Great East Japan Earthquake: Progress to Date and Future Initiatives. Tóquio: Reconstruction Agency, Setembro de 2020. https://www.reconstruction.go.jp/.

Literatura científica revista por pares

Hasegawa, Arifumi, Koichi Tanigawa, Akira Ohtsuru, Hirooki Yabe, Masaharu Maeda, Jun Shigemura, Tetsuya Ohira, Takashi Tominaga, Makoto Akashi, Nobuyuki Hirohashi, Tetsuo Ishikawa, Kenji Kamiya, Kenji Shibuya, Shunichi Yamashita e Rethy K. Chhem. «Health Effects of Radiation and Other Health Problems in the Aftermath of Nuclear Accidents, with an Emphasis on Fukushima». The Lancet 386, n.º 9992 (2015): 479–488. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(15)61106-0.

Jarvis, Stephen, Olivier Deschênes e Akshaya Jha. «The Private and External Costs of Germany’s Nuclear Phase-Out». Journal of the European Economic Association 20, n.º 3 (2022): 1311–1346. https://doi.org/10.1093/jeea/jvac007.

Markandya, Anil, e Paul Wilkinson. «Electricity Generation and Health». The Lancet 370, n.º 9591 (2007): 979–990. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(07)61253-7.

Murakami, Michio, Kyoko Ono, Masaharu Tsubokura, Shuhei Nomura, Tomoyoshi Oikawa, Tosihiro Oka, Masahiro Kami e Taikan Oki. «Was the Risk from Nursing-Home Evacuation after the Fukushima Accident Higher than the Radiation Risk?». PLoS ONE 10, n.º 9 (2015): e0137906. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0137906.

Nomura, Shuhei, Stuart Gilmour, Masaharu Tsubokura, Daisuke Yoneoka, Akihiko Sugimoto, Tomoyoshi Oikawa, Masahiro Kami e Kenji Shibuya. «Mortality Risk amongst Nursing Home Residents Evacuated after the Fukushima Nuclear Accident: A Retrospective Cohort Study». PLoS ONE 8, n.º 3 (2013): e60192. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0060192.

Slovic, Paul. «Perception of Risk». Science 236, n.º 4799 (1987): 280–285. https://doi.org/10.1126/science.3563507.

Tanigawa, Koichi, Yoshio Hosoi, Nobuyuki Hirohashi, Yasuko Iwasaki e Kenji Kamiya. «Loss of Life after Evacuation: Lessons Learned from the Fukushima Accident». The Lancet 379, n.º 9819 (2012): 889–891. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)60384-5.

Tversky, Amos, e Daniel Kahneman. «Availability: A Heuristic for Judging Frequency and Probability». Cognitive Psychology 5, n.º 2 (1973): 207–232. https://doi.org/10.1016/0010-0285(73)90033-9.

Oka, Yoshiaki. «Risks and Benefits of Evacuation in TEPCO’s Fukushima Daiichi Nuclear Power Station Accident». Progress in Nuclear Energy 148 (2022): 104222. https://doi.org/10.1016/j.pnucene.2022.104222.

Obras de referência

Kahneman, Daniel. Thinking, Fast and Slow. Nova Iorque: Farrar, Straus and Giroux, 2011. https://us.macmillan.com/books/9780374533557/thinkingfastandslow.

Slovic, Paul. The Perception of Risk. Londres: Earthscan, 2000. https://www.routledge.com/The-Perception-of-Risk/Slovic/p/book/9781853835285.

Taleb, Nassim Nicholas. The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable. 2.ª ed. Nova Iorque: Random House, 2010. https://www.penguinrandomhouse.com/books/176226/the-black-swan-second-edition-by-nassim-nicholas-taleb/.

Taleb, Nassim Nicholas. Antifragile: Things That Gain from Disorder. Nova Iorque: Random House, 2012. https://www.penguinrandomhouse.com/books/176227/antifragile-by-nassim-nicholas-taleb/.